quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Fim de semestre
Não que o tempo importe realmente, mas tempos como este de agora, merecem ser esmiuçados em segundos, minutos, horas, dias, de trás pra frente, de frente pra trás... Tempo que faz das tristezas dos últimos seis meses, os seis meses mais felizes que já se escreveu.Verdades suas tão sendo minhas,Palavras minhas em sua boca:E que venham outros. E outros. E outros.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Indivíduo
Tantos os porquês que se colocam sem saber
E para nós, os calados profissionais,
Só uma maneira de perceber tudo.
Pensar em não perder tempo aprofundando explicações
E perder de novo a noção do tempo,
Para mais ou para menos;
Boca que já tanto pouco tem falado,
Ouvidos que tanto enxergam em suas memórias
A mim e só a mim, concedo o direito de assim ficar.
Pra bom entendedor nem meia palavra
Pra todo o resto menos ainda.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Projeto
Tantos dias futuros esperamos
Futuros dias esperamos tanto, tanto
Ouvindo nossa própria música tocar
Nas minhas pupilas, encantado, como naquele dia
Sensação boa te esperar acordar
Posso até tocar ao vivo um pouco também
Sim, sentados no único degrau da casa
Sentindo o cheiro do nosso jardim, jasmim
Amanhã ou depois
Ou depois de depois
Antes do que eu possa esperar
Assim espero/quero
Presente-futuro toda vez que durmo
Ou quando meio acordado, muitas vezes
Futuros dias ainda mais intensos
Do que todos que me lembrei e lembro
Em que eu mesmo quis mudar pra me encaixar
E, não muito, o mesmo esperar de você
Por ainda estar naquele mesmo estado
Daqueles primeiros dias que já se passaram...
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Minha Casa e o Sabiá
Vejo com quanto romantismo se diz do canto dos pássaros
e das janelas abertas permitindo tal expressão de arte .
Vejo com quanto romantismo se diz do canto... do canto que me acorda... que me acordava todas as manhãs.
... dos cantos, pois, na verdade, era um belo e desordenado coral burburando - em vozes gritantes!- guardando um segredo -de cima dos telhados, em faixas e outdoors- assuntos diversos.
...que eu sempre soube, na verdade.
Já sofria dos meus despertadores bem antes de ver o Bem-te-vi pela primeira vez , mas passei a acordar mais cedo que eles, de forma que tal cantarolar não era mais incômodo aos meus ouvidos.
Amarelo e amarronzado, se banhava na irrigação do meu jardim, ou , parado em cima no meu muro, me fazendo mirar os olhos diretamente na luz do sol e, quando desviara meu olhar, imagens e coloridas visões leves.
Aos fins de semana, no sono até mais tarde -um pouco- era novamente atormentado em meu travesseiro e o canto do Bem-te-vi me parecia a expressão mais forte e sobressalente da contradição, até que me via obrigado a levantar-me e, indo até o jardim, novamente o via, já depois do pouso, balançando suas penas debaixo d'água, no verde da minha grama, então começa tudo de novo...
...manhã após manhã.
sábado, 5 de setembro de 2009
Perspectiva
Tudo quadrado
Tudo em quadrados
Tudo enquadrado
E tudo o mais que foge é só uma questão de perspectiva, mesmo existindo alternativas
Por isto que não sirvo pra esta vida aqui
Mas ela
-a vida-
Vai ter que se acostumar
.
Tudo em quadrados
Tudo enquadrado
E tudo o mais que foge é só uma questão de perspectiva, mesmo existindo alternativas
Por isto que não sirvo pra esta vida aqui
Mas ela
-a vida-
Vai ter que se acostumar
.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Palavras
Tem acontecido com frequência o caso de eu não dizer sempre o que penso. Não que eu tenha desencontrado o equilíbrio das palavras, ou que eu tenha passado a ponderar as conseguintes possíveis opiniões a respeito. Já achei que não deveria, por diversas vezes, mas, depois do primeiro trago, fiquei viciado, simplesmente! O motivo também não é falta de propósito, ou por ter um propósito definido qualquer. É mais uma questão de consciência.
Consciência do poder que as palavras têm.
Consciência do poder que as palavras têm.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Cadências
Escrever isto, ou aquilo? Não se trata de falta de assunto, talvez seja até excesso, sobejo. O fato é que as dissonâncias ainda soam como desafinações para ouvidos tão despreparados e o acorde superdominante completa a total sensação de interrupção. Tudo parece tão frenéticamente sonoro, mas, em verdade, tem haver com o silêncio de 1:35.
Tem até por aqui um escrito de outro dia... "a essa hora não deve-se maquinar nada", mas eu e você sabemos que sai sem querer, ou então, às vezes, como aquele vício que se imagina poder controlar..."só uma dose"...difícil emancipação.
Agora o momento em que a paz volta a reinar: Único ser divino completa a tônica plagal. O boa noite!.. Amém.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Medo de Altura
Lembranças vêm e vão. E vêm de novo!... na verdade, fingem que vão. Fingem! Basta um pouco de nada para tê-las de novo como acompanhantes.
É como se aquele garoto, de mais ou menos 15 anos, estivesse na minha frente de novo, diante dos meus olhos, como naquele dia. Uma longa passarela, mas ele não tinha medo de altura. Ao passar por ele/ tive pena/ disse pra ele/ sem falar: "Mais um...! Ja vi este filme!".
Não ter medo de altura não quer dizer que ia olhar para baixo. Um obvervador outro poderia achar que ele esteve, por um tempo, perdido em seu próprio nada, só porque seus olhos estavam fitos no horizonte e ele não olhava pros lados, nem para trás, nem para baixo.
Não ter medo de altura não quer dizer que ia olhar para baixo e, na verdade, o nada era seu começo, o momento em que os pensamentos vêm. Lembranças poucas, só por falta de acontecimentos suficientes. Seus olhos? Na verdade queriam driblar o horizonte e sua linha torta, em forma de mundo oval, ou redondo, ou quadrado. Lembranças poucas, só por falta de anos vividos. Seus olhos? Na verdade vislumbravam coisas desconhecidas.
Não ter medo de altura não quer dizer que ia olhar para baixo! Podia correr o risco de querer pular, só pra ter a sensação de voo por uns intantes.
Lembranças poucas, só por ainda estar no nível 15, ou 16. Seus olhos? Daqui há alguns anos, fitos no horizonte e na sua linha torta, ...de mundo oval, mais quadrada do que nunca, vislumbrando coisas conhecidas e coisas desconhecidas, desvendando, descobrindo, sofrendo com as mudanças, mudanças..(!), com medo de ser feliz e, mais ainda, de não ser.
Não ter medo de altura não quer dizer que ia olhar para baixo. Passei por aquele menino e, ao olhar/ tive pena/ disse pra ele/sem falar: "Coitado". Um dia vai olhar para baixo e descobrir que não deveria feito isso. Pode correr o risco de querer pular, só pra ter a sensação de voo por uns intantes. Pode correr o risco de, pela primeira vez, ter medo de altura.
sábado, 25 de julho de 2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Madrugada
Os compromissos do amanhã carregam o sol nascente do dia, burburando que não se sabe se ainda é hoje, devido a essa maldita coalescência. O peso na consciência por não ter o sono separando o agora e o porvir, logo é apagado por outros pensamentos. Problemas? Dilemas? Esquemas? Quem não os têm? Mas a essa hora não deve-se maquinar nada, nenhum pensamento muito profundo, afinal de contas, se esse cérebro não trabalhasse tanto, repousaria tranquila, fácil, talvez eternamente em berço esplêndido, mas nem precisava isso tudo, só uma soneca no travesseiro tava de bom tamanho.
Me lembrei que tenho que escrever sobre a invenção do século: A raquete que dá choques elétricos em insetos! ... Mas agora só me restam três horas de "sono". Boa noite.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Entenda como quiser
Segundo os doutores da língua, o processo comunicativo se estabelece de forma perfeita apenas quando o receptor da mensagem entende, sem ruídos, o que o emissor tenta transmitir. Segundo o prof. Robson Moura, "para se estudar a funcionalidade do Processo de Comunicação, precisamos usar recursos que dão ênfase à intenção que o emissor quer transmitir para que a mensagem seja compreendida".
Mas será que é assim mesmo que as coisas funcionam? Às vezes, sim! Em processos de comunicação mais formais, como, por exemplo, numa transmissão de informações por um noticiário, ou um livro de estudos.
Em se tratando de arte, as coisas mudam e muito! Eu falo o que eu quiser, como quiser, e você entende como quiser, resumindo é parecido com isso. Neste caso o emissor trata do seu assunto de interesse, muitas vezes sob uma ótica tal, querendo dizer tal coisa, pensando do seu jeito, imaginando suas situações, mas o processo de comunicação perfeitamente se estabelece, não quando o receptor entende exatamente a mensagem, mas quando ele se identifica e, quando ele se identifica, cria para si uma mensagem de valor pessoal, muitas vezes, bem maior do que a original.
Eu poderia falar mais sobre isso, mas não. Entenda como quiser!
sábado, 27 de junho de 2009
Uma coisa é uma coisa...
Pensar e sentir.
Sentir é maior, mais forte e mais bonito, mais impulsivo e agradável, contagiante, inconseqüente, corajoso, imprevisível, por vezes conflituoso, dolorido, inesperado: Felicidade!
...outra coisa é outra coisa.
Sentir é maior, mais forte e mais bonito, mais impulsivo e agradável, contagiante, inconseqüente, corajoso, imprevisível, por vezes conflituoso, dolorido, inesperado: Felicidade!
...outra coisa é outra coisa.
Indagações
A maioria dos pensamentos de quem passou por esse mundo fazendo alguma diferença foram questionamentos, quebra de padrões, dogmas, princípios. No fundo tudo tem mesmo um certo sentido, ou deveria! As indagações geralmente trazem à tona o sentido das coisas, ou a falta dele.
O grande problema de ficar se perguntando sobre tudo é quando as respostas que se tem não são bem as que se queria ter, ou melhor (, ou pior?), é quando a realidade insiste em contrariar as respostas que se tem, ou (...?), quando não se tem as respostas que se quer.
Hoje eu pensei nessas três coisas que no fundo me parecem ser uma coisa só. Realmente não se tem resposta pra tudo, e como eu disse anteriormente, "fico pensando em como são felizes os conformados, os que não têm a necessidade de contrapor pessoas e ( principalmente) pensamentos"... é realmente mais fácil.
Tudo isso trouxe uma idéia de contraposição, mas não quis dizer que se trata apenas disto. Questionamentos são idéias, as vezes loucas, as vezes viajadas, as vezes até demais, as vezes "As" sem crase, coisas erradas, coisas que só se pensa e não se escreve. Talvez as perguntas, no fundo, nem precisem mesmo de respostas, sejam independentes entre si, ou interdependentes, afinal de contas, quanto mais se sabe sobre um assunto, mais perguntas surgem, ao invés do que parece mais óbvio, respostas.
Respostas...
Respostas pra quê? Uma pergunta perguntando à outra já dá uma satisfação grande, completa não, mas grande.
Olha só como eu penso hoje, veja só como eu já pensei. Já quis escrever com este mesmo tema outras coisas, e faço hoje coisas que outrora não faria, algumas porque às vezes sinto mais do que penso, outras, por pensar demais, não faço. Por tudo isso, disse e repito: Respostas pra quê? Uma pergunta perguntando à outra já dá uma satisfação grande, completa não, mas grande.
O grande problema de ficar se perguntando sobre tudo é quando as respostas que se tem não são bem as que se queria ter, ou melhor (, ou pior?), é quando a realidade insiste em contrariar as respostas que se tem, ou (...?), quando não se tem as respostas que se quer.
Hoje eu pensei nessas três coisas que no fundo me parecem ser uma coisa só. Realmente não se tem resposta pra tudo, e como eu disse anteriormente, "fico pensando em como são felizes os conformados, os que não têm a necessidade de contrapor pessoas e ( principalmente) pensamentos"... é realmente mais fácil.
Tudo isso trouxe uma idéia de contraposição, mas não quis dizer que se trata apenas disto. Questionamentos são idéias, as vezes loucas, as vezes viajadas, as vezes até demais, as vezes "As" sem crase, coisas erradas, coisas que só se pensa e não se escreve. Talvez as perguntas, no fundo, nem precisem mesmo de respostas, sejam independentes entre si, ou interdependentes, afinal de contas, quanto mais se sabe sobre um assunto, mais perguntas surgem, ao invés do que parece mais óbvio, respostas.
Respostas...
Respostas pra quê? Uma pergunta perguntando à outra já dá uma satisfação grande, completa não, mas grande.
Olha só como eu penso hoje, veja só como eu já pensei. Já quis escrever com este mesmo tema outras coisas, e faço hoje coisas que outrora não faria, algumas porque às vezes sinto mais do que penso, outras, por pensar demais, não faço. Por tudo isso, disse e repito: Respostas pra quê? Uma pergunta perguntando à outra já dá uma satisfação grande, completa não, mas grande.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Individualidade perceptiva (de novo)
Vi várias coisas por esses dias. Coisas que me fizeram pensar, coisas que eu concordei, outras que não concordei, curiosas, peculiares. Mas essa mania de ter olhos críticos sobre o mundo e, até mesmo, o que está fora dele, cansa. O mundo é muito grande pra ter um juiz só.
Fico pensando em como são felizes os conformados, os que não têm a necessidade de contrapor pessoas e pensamentos, aqueles que são iguais a tudo o que eu falo mal, que não precisam fazer a diferença na vida de ninguém, que não querem mudar o mundo (mente) dos outros com suas idéias porque não têm idéias que vão além do óbvio, ou nem isso; que tentam criar regras sobre tudo, situações e comportamentos, até mesmo sobre o amor, se privando de sentir o prazer das descobertas, só pra achar tudo pronto; felizes os que tentam escrever um texto sem crítica e não acabam por fazê-las, mesmo sem intenção.
Ok! Sem palavras chulas agora! rs... Isso tudo que eu disse não tem nada a ver, mas havemos de convir que seria bem mais fácil.
Fico pensando em como são felizes os conformados, os que não têm a necessidade de contrapor pessoas e pensamentos, aqueles que são iguais a tudo o que eu falo mal, que não precisam fazer a diferença na vida de ninguém, que não querem mudar o mundo (mente) dos outros com suas idéias porque não têm idéias que vão além do óbvio, ou nem isso; que tentam criar regras sobre tudo, situações e comportamentos, até mesmo sobre o amor, se privando de sentir o prazer das descobertas, só pra achar tudo pronto; felizes os que tentam escrever um texto sem crítica e não acabam por fazê-las, mesmo sem intenção.
Ok! Sem palavras chulas agora! rs... Isso tudo que eu disse não tem nada a ver, mas havemos de convir que seria bem mais fácil.
domingo, 31 de maio de 2009
Expectativas
Uma vida sem decepções. Será que isso é possível? Não ter decepções significa não ter expectativas, ou não depositar num futuro relacionado a alguma coisa, ou um alguém, esperanças; ser indiferente! Sobre indiferença nem é dificil falar, é assunto do dia-a-dia pra quem presta atenção em si mesmo, mas este é assunto pra outra data.
Para a prepotência, inerente ao ser humano, isso pode parecer exagero, mas esses dissabores são mesmo inevitáveis pra quem insiste em ser felizmente normal...A não ser que, algum dia, nos tornemos homens-deuses, sabedores do futuro.
Pra entender o jeito ideal de viver em sociedade existem várias pré-definições ou -requisitos por aí..: Códigos de conduta moral, princípios, padrões de respeito, autoridade, responsabilidade, mais um resto de blá blá blá, rodeado por um discurso de compaixão.
Quanto mais dependentes de conceitos, mais distantes da verdadeira essência do que são as relações entre pessoas.
Imagem e semelhança! Essa é a explicação pra várias indagações quando o assunto é "NÓS".
Esse negócio de gente junta nunca deu certo, bastou juntar dois da mesma espécie no paraíso e deu no que deu! Por que? Porque, na maioria das vezes, a maneira simples e espontânea de ser feliz é atropelada pela tal da expectativa. Essa mania de querer prever o futuro é o que gera essas regras de defesa pra quem não quer ter o trabalho de amar.
Para a prepotência, inerente ao ser humano, isso pode parecer exagero, mas esses dissabores são mesmo inevitáveis pra quem insiste em ser felizmente normal...A não ser que, algum dia, nos tornemos homens-deuses, sabedores do futuro.
Pra entender o jeito ideal de viver em sociedade existem várias pré-definições ou -requisitos por aí..: Códigos de conduta moral, princípios, padrões de respeito, autoridade, responsabilidade, mais um resto de blá blá blá, rodeado por um discurso de compaixão.
Quanto mais dependentes de conceitos, mais distantes da verdadeira essência do que são as relações entre pessoas.
Imagem e semelhança! Essa é a explicação pra várias indagações quando o assunto é "NÓS".
Esse negócio de gente junta nunca deu certo, bastou juntar dois da mesma espécie no paraíso e deu no que deu! Por que? Porque, na maioria das vezes, a maneira simples e espontânea de ser feliz é atropelada pela tal da expectativa. Essa mania de querer prever o futuro é o que gera essas regras de defesa pra quem não quer ter o trabalho de amar.
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