sábado, 5 de setembro de 2009

Perspectiva

Tudo quadrado
Tudo em quadrados
Tudo enquadrado
E tudo o mais que foge é só uma questão de perspectiva, mesmo existindo alternativas
Por isto que não sirvo pra esta vida aqui
Mas ela
-a vida-
Vai ter que se acostumar
.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Palavras

Tem acontecido com frequência o caso de eu não dizer sempre o que penso. Não que eu tenha desencontrado o equilíbrio das palavras, ou que eu tenha passado a ponderar as conseguintes possíveis opiniões a respeito. Já achei que não deveria, por diversas vezes, mas, depois do primeiro trago, fiquei viciado, simplesmente! O motivo também não é falta de propósito, ou por ter um propósito definido qualquer. É mais uma questão de consciência.
Consciência do poder que as palavras têm.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Cadências

Escrever isto, ou aquilo? Não se trata de falta de assunto, talvez seja até excesso, sobejo. O fato é que as dissonâncias ainda soam como desafinações para ouvidos tão despreparados e o acorde superdominante completa a total sensação de interrupção. Tudo parece tão frenéticamente sonoro, mas, em verdade, tem haver com o silêncio de 1:35.
Tem até por aqui um escrito de outro dia... "a essa hora não deve-se maquinar nada", mas eu e você sabemos que sai sem querer, ou então, às vezes, como aquele vício que se imagina poder controlar..."só uma dose"...difícil emancipação.
Agora o momento em que a paz volta a reinar: Único ser divino completa a tônica plagal. O boa noite!.. Amém.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Medo de Altura

Lembranças vêm e vão. E vêm de novo!... na verdade, fingem que vão. Fingem! Basta um pouco de nada para tê-las de novo como acompanhantes.
É como se aquele garoto, de mais ou menos 15 anos, estivesse na minha frente de novo, diante dos meus olhos, como naquele dia. Uma longa passarela, mas ele não tinha medo de altura. Ao passar por ele/ tive pena/ disse pra ele/ sem falar: "Mais um...! Ja vi este filme!".
Não ter medo de altura não quer dizer que ia olhar para baixo. Um obvervador outro poderia achar que ele esteve, por um tempo, perdido em seu próprio nada, só porque seus olhos estavam fitos no horizonte e ele não olhava pros lados, nem para trás, nem para baixo.
Não ter medo de altura não quer dizer que ia olhar para baixo e, na verdade, o nada era seu começo, o momento em que os pensamentos vêm. Lembranças poucas, só por falta de acontecimentos suficientes. Seus olhos? Na verdade queriam driblar o horizonte e sua linha torta, em forma de mundo oval, ou redondo, ou quadrado. Lembranças poucas, só por falta de anos vividos. Seus olhos? Na verdade vislumbravam coisas desconhecidas.
Não ter medo de altura não quer dizer que ia olhar para baixo! Podia correr o risco de querer pular, só pra ter a sensação de voo por uns intantes.
Lembranças poucas, só por ainda estar no nível 15, ou 16. Seus olhos? Daqui há alguns anos, fitos no horizonte e na sua linha torta, ...de mundo oval, mais quadrada do que nunca, vislumbrando coisas conhecidas e coisas desconhecidas, desvendando, descobrindo, sofrendo com as mudanças, mudanças..(!), com medo de ser feliz e, mais ainda, de não ser.
Não ter medo de altura não quer dizer que ia olhar para baixo. Passei por aquele menino e, ao olhar/ tive pena/ disse pra ele/sem falar: "Coitado". Um dia vai olhar para baixo e descobrir que não deveria feito isso. Pode correr o risco de querer pular, só pra ter a sensação de voo por uns intantes. Pode correr o risco de, pela primeira vez, ter medo de altura.

sábado, 25 de julho de 2009

Chamamos de fé quando já sabemos o que vai acontecer, só não sabemos como.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Madrugada

Os compromissos do amanhã carregam o sol nascente do dia, burburando que não se sabe se ainda é hoje, devido a essa maldita coalescência. O peso na consciência por não ter o sono separando o agora e o porvir, logo é apagado por outros pensamentos. Problemas? Dilemas? Esquemas? Quem não os têm? Mas a essa hora não deve-se maquinar nada, nenhum pensamento muito profundo, afinal de contas, se esse cérebro não trabalhasse tanto, repousaria tranquila, fácil, talvez eternamente em berço esplêndido, mas nem precisava isso tudo, só uma soneca no travesseiro tava de bom tamanho.

Me lembrei que tenho que escrever sobre a invenção do século: A raquete que dá choques elétricos em insetos! ... Mas agora só me restam três horas de "sono". Boa noite.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Entenda como quiser

Segundo os doutores da língua, o processo comunicativo se estabelece de forma perfeita apenas quando o receptor da mensagem entende, sem ruídos, o que o emissor tenta transmitir. Segundo o prof. Robson Moura, "para se estudar a funcionalidade do Processo de Comunicação, precisamos usar recursos que dão ênfase à intenção que o emissor quer transmitir para que a mensagem seja compreendida".

Mas será que é assim mesmo que as coisas funcionam? Às vezes, sim! Em processos de comunicação mais formais, como, por exemplo, numa transmissão de informações por um noticiário, ou um livro de estudos.

Em se tratando de arte, as coisas mudam e muito! Eu falo o que eu quiser, como quiser, e você entende como quiser, resumindo é parecido com isso. Neste caso o emissor trata do seu assunto de interesse, muitas vezes sob uma ótica tal, querendo dizer tal coisa, pensando do seu jeito, imaginando suas situações, mas o processo de comunicação perfeitamente se estabelece, não quando o receptor entende exatamente a mensagem, mas quando ele se identifica e, quando ele se identifica, cria para si uma mensagem de valor pessoal, muitas vezes, bem maior do que a original.

Eu poderia falar mais sobre isso, mas não. Entenda como quiser!

sábado, 27 de junho de 2009

Uma coisa é uma coisa...

Pensar e sentir.
Sentir é maior, mais forte e mais bonito, mais impulsivo e agradável, contagiante, inconseqüente, corajoso, imprevisível, por vezes conflituoso, dolorido, inesperado: Felicidade!
...outra coisa é outra coisa.

Indagações

A maioria dos pensamentos de quem passou por esse mundo fazendo alguma diferença foram questionamentos, quebra de padrões, dogmas, princípios. No fundo tudo tem mesmo um certo sentido, ou deveria! As indagações geralmente trazem à tona o sentido das coisas, ou a falta dele.
O grande problema de ficar se perguntando sobre tudo é quando as respostas que se tem não são bem as que se queria ter, ou melhor (, ou pior?), é quando a realidade insiste em contrariar as respostas que se tem, ou (...?), quando não se tem as respostas que se quer.
Hoje eu pensei nessas três coisas que no fundo me parecem ser uma coisa só. Realmente não se tem resposta pra tudo, e como eu disse anteriormente, "fico pensando em como são felizes os conformados, os que não têm a necessidade de contrapor pessoas e ( principalmente) pensamentos"... é realmente mais fácil.
Tudo isso trouxe uma idéia de contraposição, mas não quis dizer que se trata apenas disto. Questionamentos são idéias, as vezes loucas, as vezes viajadas, as vezes até demais, as vezes "As" sem crase, coisas erradas, coisas que só se pensa e não se escreve. Talvez as perguntas, no fundo, nem precisem mesmo de respostas, sejam independentes entre si, ou interdependentes, afinal de contas, quanto mais se sabe sobre um assunto, mais perguntas surgem, ao invés do que parece mais óbvio, respostas.
Respostas...
Respostas pra quê? Uma pergunta perguntando à outra já dá uma satisfação grande, completa não, mas grande.
Olha só como eu penso hoje, veja só como eu já pensei. Já quis escrever com este mesmo tema outras coisas, e faço hoje coisas que outrora não faria, algumas porque às vezes sinto mais do que penso, outras, por pensar demais, não faço. Por tudo isso, disse e repito: Respostas pra quê? Uma pergunta perguntando à outra já dá uma satisfação grande, completa não, mas grande.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Individualidade perceptiva (de novo)

Vi várias coisas por esses dias. Coisas que me fizeram pensar, coisas que eu concordei, outras que não concordei, curiosas, peculiares. Mas essa mania de ter olhos críticos sobre o mundo e, até mesmo, o que está fora dele, cansa. O mundo é muito grande pra ter um juiz só.
Fico pensando em como são felizes os conformados, os que não têm a necessidade de contrapor pessoas e pensamentos, aqueles que são iguais a tudo o que eu falo mal, que não precisam fazer a diferença na vida de ninguém, que não querem mudar o mundo (mente) dos outros com suas idéias porque não têm idéias que vão além do óbvio, ou nem isso; que tentam criar regras sobre tudo, situações e comportamentos, até mesmo sobre o amor, se privando de sentir o prazer das descobertas, só pra achar tudo pronto; felizes os que tentam escrever um texto sem crítica e não acabam por fazê-las, mesmo sem intenção.
Ok! Sem palavras chulas agora! rs... Isso tudo que eu disse não tem nada a ver, mas havemos de convir que seria bem mais fácil.

domingo, 31 de maio de 2009

Expectativas

Uma vida sem decepções. Será que isso é possível? Não ter decepções significa não ter expectativas, ou não depositar num futuro relacionado a alguma coisa, ou um alguém, esperanças; ser indiferente! Sobre indiferença nem é dificil falar, é assunto do dia-a-dia pra quem presta atenção em si mesmo, mas este é assunto pra outra data.
Para a prepotência, inerente ao ser humano, isso pode parecer exagero, mas esses dissabores são mesmo inevitáveis pra quem insiste em ser felizmente normal...A não ser que, algum dia, nos tornemos homens-deuses, sabedores do futuro.
Pra entender o jeito ideal de viver em sociedade existem várias pré-definições ou -requisitos por aí..: Códigos de conduta moral, princípios, padrões de respeito, autoridade, responsabilidade, mais um resto de blá blá blá, rodeado por um discurso de compaixão.
Quanto mais dependentes de conceitos, mais distantes da verdadeira essência do que são as relações entre pessoas.
Imagem e semelhança! Essa é a explicação pra várias indagações quando o assunto é "NÓS".
Esse negócio de gente junta nunca deu certo, bastou juntar dois da mesma espécie no paraíso e deu no que deu! Por que? Porque, na maioria das vezes, a maneira simples e espontânea de ser feliz é atropelada pela tal da expectativa. Essa mania de querer prever o futuro é o que gera essas regras de defesa pra quem não quer ter o trabalho de amar.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

...Como a ti mesmo.

Na última segunda tive um compromisso no centro da cidade. Tinha que ser pontual e chegar na Avenida 7 ás 15:10, mesmo com toda aquela água caindo do céu de Salvador. Nessas circunstâncias eu tive duas leves preocupações relacionadas à chuva: Perder o horário e não conseguir voltar pra casa a tempo de ainda pegar um cineminha de noite.
Já dentro do ônibus, com o tempo apertado e o asfalto molhado, segui com minhas preocupaçõezinhas até um cara entrar e ficar caçando moedas no fundo do bolso por umas duas ou três entradas de gente, chegando à conclusão de que não possuia dinheiro suficiente para quitar sua passagem. O tal sujeito não me pareceu ser má pessoa! Tinha uma aparência de gente tranqüila, apesar de sofrida, mas as aparências enganam e isso me inquietou! Enquanto ele contava alguma história ao cobrador, que já o pressionava, comecei a ficar realmente incomodado com aquela situação e, inconscientemente, priorizei o problema daquele homem em meus pensamentos, já acreditando nele e esquecendo totalmente os meus, de gravidade bem menor.
Dei ao cara o dinheiro pra que ele pagasse a passagem. Isso seria apenas minha boa ação do dia se ele não tivesse me olhado daquele jeito! Arregalou os olhos em minha direção e ficou alguns segundos paralizado como tentando entender que parte eu tinha com o problema que era dele. Quase me fez soltar uma piadinha: "Fecha a boca vei!", só pensei. Antes disso o cobrador tinha dito que aquele ônibus não servia pro lugar que ele estava indo e ele, se lembrando disso, quis me devolver o dinheiro, como se o outro que ele teria que pegar fosse de graça! Lembrei isso e ele se envergonhou por um instante de sua ingênuidade, mas ficou bastante agradecido e se sentiu na obrigação de ser simpático, conversando comigo vários assuntos sem muito dizer, como se quizesse manter um certo vínculo com alguém que se importou com ele.
Finalmente me contou o que tinha acontecido pra ele desenteirar o dinheiro e eu acreditei sem me importar muito se era verdade, mas parecia ser. Desceu, me agradecendo mais uma vez, e mais uma, já do lado de fora.
Me senti satisfeito por não ter perdido um momento como aquele e isso me fez também pensar no que Jesus falara sobre amor ao próximo. Talvez Ele quisesse mesmo falar dessas pequenas atitudes de amor que criam vínculos entre as pessoas, afinal de contas, nem todo próximo é um chegado! Às vezes não é nem um conhecido, como foi nesse caso. Voltei pros meus fones de ouvido e pensamentos e pouco tempo depois, a frase: "o Deus que se canta nem sempre é o Deus que se vive", João Alexandre é o cara!..e o verso... muito apropriado! Senti de novo a mesma satisfação e ainda cheguei 10 minutos antes ao meu destino. Um dia ótimo até o ultimo segundo, ou até a hora do sono, nas primeiras horas do dia seguinte.

Sobre Homens e Mulheres.

Geralmente...

Homens são acometidos por um mal: acham que as mulheres pensam como eles.
Mulheres são acometidas por um mal: acham que os homens são tão diferentes.

Mulheres: acham que a diferença entre homens e mulheres está na maneira que eles sentem as coisas.
Homens: acham que são capazes de entender as mulheres e a maneira como elas sentem as coisas.

Talvez essa prepotência masculina ajude mesmo em alguma coisa, por uma questão de auto-confiança quem sabe! Por falar em auto-confiança, mulheres a têm de sobra quando se descobrem desejadas. Falam, fazem, somem...

Homens são acometidos por um mal: acham que isso é normal.
Mulheres são acometidas por um mal: acham que está tudo sob controle.

Nesse jogo de ações e emoções é mais feliz quem se deixa surpreender pela falta de razão de um sentimento sincero, com boas sensações trazidas em forma de gente, que entra na vida alheia sem avisar.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Sala de Espera

Estava almoçando. O interfone tocou, mas não funcionou, então peguei a chave e fui até la. Ao abrir o portão me deparei com um cara negro, forte, aparentando ter mais ou menos a minha idade. Pude prever nos seus olhos o que estava acontecendo e aquilo me cortou o coração, mas não mudei de expressão, fiquei calado. Ele ao me ver ficou como entalado. Olhou pro lado, engoliu a saliva, olhou pra mim de novo: "Brother, é que eu fui fazer um trabalho numa casa ali, mas não tinha ninguém lá. Você pode me arranjar uma merenda? Porque eu ainda vou andando até em casa". Eu quis convidá-lo pra almoçar e dar algum dinheiro pra que ele não fosse andando, mas não fiz isso, nem quis dar a única nota que tinha na hora, de 50. Peguei um pedaço grande de bolo e um pacote de biscoitos enquanto ele esperava do lado de fora. Mal me agradeceu, não sei qual dos dois estava mais sem jeito, então era melhor nos livrar-mos rápido daquilo.
-Aqui...
-Valeu.
"Todos somos iguais", não sei nem o que dizer dessa frase, se concordo ou se discordo, que coisa!Uma mistura de raiva e vergonha! Podia ter pensado em palavras mais interessantes, mas não tem como falar dessas coisas de um jeito bonito.
Vai ver eu que nasci no mundo errado. Não dá pra conceber a idéia de amar esse mundo aqui... dessa felicidade circunstancial e que cresce em detrimento dos outros. Vamos passar nossa vida trabalhando pra festejarmos, vezes por ano, nossa própria desgraça.
Poderia falar mil vezes a respeito desse tema. Hoje ja acordei pensando nisso e esse fato só reforçou. Acredito de verdade que tudo isso aqui vai passar. Se pra você isso é tudo -seja feliz, se puder, e aproveite bem porque passa rápido- pra mim é apenas uma sala de espera.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Gente!


Eu realmente me divirto com as pessoas. Apesar de tudo aquilo que todos sabemos sobre gente, ainda é um entretenimento ficar observando o vai e vem, as caras de flerte, os bocejos, olhares direcionados a lugar nenhum, sustos, EXPRESSÕES. Como se fosse um observar de seres de outra espécie.
As pessoas expressam muito mais a respeito de si do que podem imaginar. Feliz de quem consegue escutar esses depoimentos sem fala! É um faz-me-rir sem fim. Fico imaginando às vezes, que deve ter alguém me observando também e rindo calado do meu sorriso de cantinho de boca.